Não tente falar bonito!

21 Feb 2018

"Caboclo, quando pega de ficar instruído, sabe que deve melhorar sua linguagem. Aprende que, entre mais coisas, não deve falar 'paia', 'véia', 'reio', 'mio', 'oio' e 'baruio'. Deve é dizer palha, velha, relho, milho, olho e barulho. Pois lá um dia o jeca-tatu vai à cidade falar com doutor. Claro, não se esqueceu de miorar, aliás, melhorar a linguagem. O doutor logo viu o esforço: não só o jeca aprimorou o velho e o barulho, mas ainda as 'telhas' de aranha e as 'arelhas' da 'pralha'. Isto é o que se chama exceder-se. Saltou no cavalo tão bem, que caiu no outro lado.”

(C. P. Luft) [1]

 

 

E assim todos nós, querendo fazer bonito, dizemos coisas assim:

  • Livro difícil de se ler.

  • Quero muito lhe ajudar.

  • Verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.

  • Essa confusão se trata de um grande mal entendido.

  • Observamos um projeto que desenvolveu-se muito rapidamente.

 

O nome deste fenômeno é hipercorreção (ou ultracorreção): numa tentativa insegura de demonstrar um conhecimento linguístico superior ao que efetivamente tem, o falante corrige o que já está correto, vê problema onde não há, exagera na pompa.

 

Aqui, porém, uso o conceito da hipercorreção num sentido mais amplo. Nos próximos textos desta série, vou tratar não somente de erros propriamente ditos, mas também de exageros e abusos que cometemos diariamente na tentativa de escrever bem, elevando o tom do discurso sem nenhuma necessidade.

 

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[1] Retirado de http://sualingua.com.br/2009/05/11/hipercorrecao/  

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